terça-feira, 8 de setembro de 2009

Mensagem de André Luiz

Prezados participantes do blog do Marcos.
Seguindo na linha do artigo que o Marcos escreveu, penso que é apropriado postar uma mensagem do Espírito André Luiz sobre a questão do Vigiar e Orar.
Espero que nos ajude a refletir sobre a questão do ser útil, de fazer as obras que nossa fé necessita.
Muita paz a todos.

VIGIAR PARA QUE?

Vigiar na expressão correta será, decerto, espreitar, observar, permanecer atento, mas na palavra do Cristo e, sobretudo, no conceito espírita cristão, o termo ganha em extensão e profundidade. Vigiar e vigiar, mas para que?

A opinião popular para definir atitude acautelatória costuma repetir que é necessário abrir os olhos, esquadrinhar pormenores em torno, certificar-se quanto a isso ou aquilo.

E não poucos espíritos, mesmo aqueles que se mostram servidos por excelente cultura, imobilizam os ponteiros do relógio da observação pessoal nos minutos infelizes de situações e pessoas, qual se o tempo não fosse concessão divina, em desdobramento constante, favorecendo a melhoria e a renovação permanente de tudo.

Realizam notável serviço de alerta e catalogam defeitos e falhas, com primorosas coleções de censuras e avisos.

Evidentemente, ninguém deve menosprezar conselhos e previsões, no entanto, vigiar, na temática de Jesus é identificar a região moral onde o socorro se faça preciso e efetuá-lo sem alarde, no espírito da caridade real que estende a mão direita sem que a esquerda tome conhecimento disso.

De que adiantaria um professor que vigiasse os alunos sem ânimo de ministrar-lhes instrução? Ou um semeador que montasse leal sentinela, à frente do campo, sem o menor intento de cultivá-lo?

Vigiemos, sim, mas para descobrir o processo de auxiliar com segurança na edificação do melhor e na preservação da harmonia.

Procuremos abrir os olhos para ajudar em silêncio e servir em proveito dos outros sem lisonja a nós mesmos.

Reportamo-nos, frequentemente, à penúria e à ignorância que ainda infestam regiões enormes da Terra e descerramos colunas e colunas de jornais para convulsionar a emoção pública com a exposição dos desastres e tragédias que a miséria e a incultura patrocinam, mas, não será o caso de, antes, abrir os olhos para ver as necessidades do mundo a fim de suprimi-las sem vozerio? Conhecemos hoje os prodígios da imunização.

Flagelos antigos, quais a varíola e a febre amarela foram extirpados do Planeta porque o homem, pela ciência, se empenhou a espreitá-las na origem, de modo a coibir-lhes os efeitos.

Por que não sondar, pelas antenas da caridade, o que se deve fazer para evitar a criminalidade e a indigência?

Disse-nos o Mestre: “orai e vigiai, para não cairdes em tentação”, que podemos interpretar como sendo apelo a não cairmos na tentação da preguiça de quem se acomoda no mal, verificando males e denunciando males, sem nenhuma vocação para a obra do bem.

FONTE: Sol nas Almas, Espírito André Luiz, psicografia de Waldo Vieira, edição CEC, 1999.

Um comentário:

  1. De todas as palavras de André Luiz, podemos estudar inúmeras vezes e ainda não comprenderemos o real ensinamento ministrado por este Espírito valoroso. No último parágrafo, abaixo transcrito, fica claro o quanto "vigiamos" não a nós, mas aos outros, afinal é muito mais fácil vigiar o outro, não é mesmo?

    Disse-nos o Mestre: “orai e vigiai, para não cairdes em tentação”, que podemos interpretar como sendo apelo a não cairmos na tentação da preguiça de quem se acomoda no mal, verificando males e denunciando males, sem nenhuma vocação para a obra do bem.

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